terça-feira, 10 mar, 2026

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Compac aprova o tombamento da Igreja do Baruel, em Suzano

Decisão reconhece valor histórico e cultural da capela, símbolo da formação da sociedade suzanense e palco de fé e tradição
Da Redação

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O Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) aprovou por unanimidade a proposta de tombamento da Capela Nossa Senhora da Piedade, a Igreja histórica do Baruel, durante reunião realizada na tarde de quinta-feira (11), no Anfiteatro Orlando Digenova, no Centro de Suzano.

A partir de agora, será elaborado um decreto que passará pela apreciação do departamento jurídico da Prefeitura de Suzano, de forma que possa ser assinado pelo prefeito Pedro Ishi (PL) durante a Festa do Baruel, marcada para o último fim de semana deste mês. Este tombamento se integra aos outros quatro já finalizados na cidade, que inclui a Academia Terazaki, na Vila Urupês; o Conjunto Histórico da Fazenda Sertão, em Palmeiras; o primeiro Paço Municipal, no centro, onde hoje funciona o prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS); e o yakisoba de Suzano.

A decisão coroa um trabalho de pesquisa que começou em 2022, ainda na gestão Rodrigo Ashiuchi (PL), quando foi iniciada a análise histórica e cultural dos aspectos ligados à essa comunidade. Por essas referências, passaram a ser defendidos os argumentos que deveriam justificar o tombamento da igreja, reconstruída em 1916, assim como dos outros bens materiais e imateriais associados, como o altar em estilo barroco tardio, o memorial do antigo cemitério, a “caminhada”, a capelinha de mão e a macarronada com frango, entre outras tradições.

Os estudos buscaram demonstrar, acima de tudo, que a Igreja do Baruel é um marco para Suzano, pois trata-se de um dos primeiros povoados que surgiram na região, quando se deu a ocupação do território em que foi formada a sociedade suzanense, ainda antes da chegada da estrada de ferro. Além de sua importância arquitetônica, o local sempre foi palco de fé e tradição para a comunidade.

As pesquisas revelaram que a primeira igreja construída, ainda de taipa, foi resultado dos anseios da sociedade que vinha se formando a partir da mineração. Conforme indicação das evidências históricas do século XVII, teria sido encontrado ouro de aluvião nas proximidades do que hoje é o Baruel. Como consequência da concentração de mineradores, e diante da necessidade de um local para professar a fé dos habitantes, foi instalada a capela no entorno da comunidade.

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