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Cineide: ‘Ser advogada é quase um sacerdócio’

Advogada em atuação desde 1991, Cineide Marques é daquelas profissionais que se destacam no ramo. Pós-graduada em Direito Penal e Processual Penal, ela não se cansa de se especializar: está concluindo pós em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Em comemoração ao mês da mulher, cujo dia internacional foi celebrado no dia 8 de março, ela conversou com a GAZETA.

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Advogada há 30 anos, Cineide Marques é exemplo para colegas da subseção da OAB de Itaquá

Por Lailson Nascimento / Foto: Divulgação

Advogada em atuação desde 1991, Cineide Marques é daquelas profissionais que se destacam no ramo. Pós-graduada em Direito Penal e Processual Penal, ela não se cansa de se especializar: está concluindo pós em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho. Em comemoração ao mês da mulher, cujo dia internacional foi celebrado no dia 8 de março, ela conversou com a GAZETA. Confira:

Gazeta Regional (GR): O que é ser advogada, considerando que estamos no Mês da Mulher?

Cineide Marques: Para mim ser advogada é quase que um sacerdócio, onde eu luto pelos meus direitos como mulher e sou uma privilegiada em defender os direitos de outras mulheres que necessitam do meu auxílio profissional.

GR: Qual caso em sua carreira profissional que mais lhe deu orgulho em atuar?

Cineide: Atuei na Defesa, indicada pelo Convênio da OAB com a Defensoria Pública, de uma mulher circense numa adoção, que na época sofreu um acidente e achou que ia morrer e entregou a criança para uma família. Discriminada por ser circense, não conseguiu se reaproximar da criança. Mas eu consegui que a criança não fosse adotada, porém a guarda estava com a família que pediu a adoção. A família adotiva recorreu, mas a sentença foi mantida e foi deliberado pelo TJ que a criança, que na época era adolescente, fizesse a reaproximação para ser devolvida para a mãe. A mãe biológica veio de outro Estado para iniciar a reaproximação, mas não foi possível porque, a então adolescente, achando que foi abandonada, não quis ficar com a mãe. Enfim, recentemente esta filha me procurou, hoje com 25 anos, e sendo hoje também mãe, para ver se eu tinha o contato da mãe biológica dela, que gostaria de vê-la. Pra mim foi muito gratificante, pois impedi uma injustiça na época e hoje estou tentando encontrar esta mãe, passados mais de vinte anos para reaproximar da filha e netos. Este caso, por exemplo, me dá orgulho de ser advogada e ajudar sempre, não importando o tempo e sim o resultado.

GR: Há quanto tempo a senhora atua na subseção da OAB de Itaquá?

Cineide: Minha atuação na OAB se iniciou na Diretoria da OAB em 2004, quando era presidente o Dr Vagner da Costa aqui na OAB de Itaquaquecetuba. Iniciei como presidente da Comissão de Proteção do menor e do Adolescente, onde permaneci por várias gestões até 2018. Atuei nesta Comissão por 14 anos e atualmente sou Secretária Geral da OAB de Itaquaquecetuba, na nova diretoria eleita para a gestão de 2019 a 2021, cujo presidente é o Dr Jairo Saturnino Mendes. Ele vem fazendo uma gestão excelente em favor dos advogados inscritos nesta subseção, com muitas conquistas para os advogados inscritos aqui em Itaquaquecetuba. Muito respeito pelo colega e muita união e trabalho conjunto, não só pela advocacia, mas em favor da população carente.

GR: Porque a senhora gosta de se dedicar, como voluntária, à OAB de Itaquá?

Cineide: Porque ser advogado é lutar pelo direito das pessoas, principalmente as menos favorecidas. E a OAB, apesar de ser um órgão de classe, está sempre presente para evitar injustiças e a minha rotina é essa estar sempre à disposição dos meus colegas e daqueles que precisarem do meu auxilio profissional.

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