sábado, 11 abr, 2026

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De Mogi a Aparecida, fé move romeiros em caminhada na Páscoa

Grupo percorre trajeto há quase uma década enfrentando desafios físicos e emocionais movidos pela devoção
Felipe Alves

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Na estrada, não tem estrutura, conforto ou garantia de chegada. Tem fé. É assim que, há quase uma década, o grupo Unidos pela Fé sai de Mogi das Cruzes rumo ao Santuário Nacional de Aparecida durante a Páscoa.

Idealizador do grupo, Sérgio Neves Ferreira, 56 anos, conheceu o trajeto ainda em 1994, quando fez a caminhada pela primeira vez. Anos depois, em 2014, voltou ao caminho em grupo e, dois anos depois, deu início ao Unidos pela Fé.

Desde então, a peregrinação acontece todos os anos na Páscoa. A escolha da data, segundo ele, tem um motivo: fugir do movimento intenso de outubro, mês da padroeira. Por outro lado, isso significa enfrentar a estrada com menos apoio. “Na Páscoa, não tem estrutura. É você, Deus e Nossa Senhora”.

O trajeto começa na noite de quinta-feira e termina na manhã de domingo. No caminho, o grupo dorme em postos de gasolina e enfrenta dificuldades como o cansaço físico, bolhas nos pés e, principalmente, a chuva, apontada por Sérgio como o pior dos obstáculos. Ao contrário do que muitos imaginam, não há descanso em hotéis ou pousadas, mas sim no chão de postos, em sacos de dormir.

O número de participantes varia a cada ano. Já foram mais de 20 pessoas em uma edição, enquanto, em outras, o grupo chegou com menos integrantes. Muitos fazem o percurso por promessa, outros, por devoção ou agradecimento.

Durante a caminhada, Sérgio também assume um papel de apoio. Costuma andar por último, ajudando quem fica para trás, orientando e incentivando quem pensa em desistir. “Às vezes a pessoa quer parar, entrar no carro de apoio. A gente conversa, tenta fazer ela continuar. É mais do que organização”. Para ele, que já pensou em parar de caminhar, esse papel de “conselheiro” é o que o motiva a continuar.

A chegada em Aparecida é o momento mais esperado. Sérgio define a experiência como algo indescritível, um sentimento que, segundo ele, só entende quem vive. Entre reencontros, fogos e emoção, muitos não seguram as lágrimas.

Para Sérgio, ao final, mais do que a chegada, é o caminho que transforma. Entre dores, superação e fé, a experiência se renova a cada ano e, para ele, há uma certeza que move cada passo: “é na hora que você acha que não vai conseguir que a fé te dá forças para continuar”.

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