Câmara de Poá vota contra os servidores e a categoria contra-ataca com estado de greve

A segunda votação do PL (Projeto de Lei) retirando direitos dos servidores públicos de Poá repetiu o placar registrado na primeira votação, que foi de nove para a prefeitura e Câmara Municipal contra sete votos para os servidores municipais.

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Vencidos pelo Legislativo, funcionalismo municipal vai tentar reverter a derrota na Justiça

Por Aristides Barros / Foto: Divulgação

A segunda votação do PL (Projeto de Lei) retirando direitos dos servidores públicos de Poá repetiu o placar registrado na primeira votação, que foi de nove para a prefeitura e Câmara Municipal contra sete votos para os servidores municipais.

A votação decisiva aconteceu na sexta-feira (23) e, diferente da primeira, reuniu um número maior de servidores e também um forte aparato da PM e GCM, o que gerou um cenário de guerra nas proximidades da sede legislativa. Porém, não houve tumulto com as forças de segurança partindo para cima dos trabalhadores.

A guerra agora será travada nos tribunais, segundo informaram sindicalistas que representam a categoria. Eles anteciparam que vão entrar na Justiça para tentar reverter os prejuízos inevitáveis não só ao funcionalismo e suas respectivas famílias, mas para a cidade de uma forma geral, que não vai mais absorver os valores do vale-alimentação de R$ 400,00 que, entre outros direitos, foi junto aos nove votos dados para a vitória do Executivo e Legislativo sobre os servidores.

O vale-alimentação era fornecido para os cerca de 2,7 mil servidores municipais, cuja soma geral do benefício atingia pouco mais de R$ 1 milhão, dinheiro que era injetado no comércio poaense.
“A luta agora vai para os tribunais e vamos provar na Justiça a inconstitucionalidade do projeto que veio com o único objetivo de jogar nas costas dos servidores os desmandos e a incompetência política dos governantes”, protestam as lideranças sindicais.

Ao saírem da Câmara vencidos, os sindicalistas afirmaram que a categoria já entrou em estado de greve e está marcada uma assembleia prevista para acontecer a partir das 10 horas de terça-feira (27), em frente à Prefeitura de Poá.

Os servidores receberam o apoio direto do deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores), com o presidente da Central, Douglas Rizzo, e o parlamentar presentes na manifestação que paralisou alguns pontos da área central de Poá.

O clima de tensão dominou toda a área central da cidade e os olhos dos poaenses ficaram voltados para a Câmara. A decisão e indecisão dos parlamentares ainda deve ter uma série de desdobramentos e provocar uma alteração na rotina do município, que já sofre fortes problemas com a pandemia do coronavírus.

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