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Após pesquisa dizer, população confirma: Saúde de S. Isabel respira por aparelhos

Em primeira reportagem de série, pacientes da UPA isabelense criticam atendimento
Moradores dependem do atendimento da UPA, uma vez que é o principal serviço de saúde de Santa Isabel / Foto: Cecilia Siqueira

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Na última semana, a GAZETA publicou os resultados da pesquisa de opinião pública realizada pelo instituto “ASN Pesquisas Públicas Ltda” na cidade de Santa Isabel, na qual a maior parte dos entrevistados, 27,41%, classificou a saúde como o setor mais problemático da gestão do prefeito Carlos Chinchilla (PODE), o Dr Carlos Chinchilla. Por conta disso, inicia-se na presente edição uma série de reportagens para tentar entender os motivos para as críticas.

A primeira parada foi justamente o principal serviço de saúde do município, a UPA, onde os relatos de pacientes ajudam a entender a estatística. É o caso da monitora escolar Eliete Cruz, 40 anos, que diz utilizar com frequência o serviço e afirma categoricamente: “Costuma demorar muito.”

Eliete Cruz, 40

Na quarta-feira (26), quando conversou com a reportagem, ela conta ter presenciado o desmaio de uma outra paciente que não aguentou o longo período de espera.

Além da demora, outro ponto bastante criticado foi a qualidade dos atendimentos. Assim como Eliete, o pedreiro Damião de Oliveira, 61, relatou uma certa insistência da equipe médica do local em utilizar apenas uma “solução” para todo e qualquer problema.

“Eu só venho aqui em último caso, sem sombra de dúvidas. Vindo aqui, é só dipirona, dipirona, dipirona, e mandam embora”, disse o homem, que é autônomo e tem enfrentado sérios problemas de saúde – para os quais a dipirona não é suficiente –, que o têm impedido de trabalhar.

Damião de Oliveira, 61

“Querendo ou não, tem médico, mas não atendem a gente direito. Eu estou com um problema muito sério, aí mandam fazer exames, mas não dá para ver direito, não sei o que lá. Se eu estou praticamente morrendo e não dá para ver nada, eu vou falar que é coisa boa [o atendimento]?! Para mim, não é”, desabafou.

SILÊNCIO DA PREFEITURA

Procurada para se manifestar a respeito das reclamações contra a UPA, a gestão de Dr Carlos Chinchilla preferiu ficar em silêncio. 

De ‘portas fechadas’, Santa Casa isabelense faz propaganda política irregularmente

Moradores dependem do atendimento da UPA, uma vez que é o principal serviço de saúde de Santa Isabel / Foto: Cecilia Siqueira

Em Santa Isabel, onde os serviços de urgência e emergência de saúde enfrentam uma crise, a unidade da Santa Casa de Misericórdia continua atendendo pelo SUS, mas de “portas fechadas”, enquanto utiliza sua fachada para propaganda política.

Há anos a unidade deixou de atender no pronto-socorro pelo sistema público. O resultado, atestado em visita da GAZETA na última terça-feira (26), é uma tranquilidade incomparável ao que se vê na UPA, mas algo chamou a atenção: uma grande faixa em homenagem ao ex-deputado federal Marco Bertaiolli e ao PSD, partido ao qual era filiado antes de se tornar Conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), estendida na fachada.

A Santa Casa é uma entidade filantrópica de natureza privada, mas o caráter público do serviço que presta ascende um alerta em relação a uma possível irregularidade. De acordo com o artigo 37 da Lei 9.504/97, é proibida a veiculação de propaganda “nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum”.

A GAZETA procurou a Santa Casa e a prefeitura isabelenses para falar sobre o assunto, mas não obteve respostas até o momento da publicação. O espaço segue aberto.

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