Na manhã desta sexta-feira (18), o ex-Presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal, cuja decisão judicial que a autorizou determinou também o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas restritivas. Após instalada a tornozeleira, Bolsonaro se disse “humilhado” pelas medidas do STF (Supremo Tribunal Federal).
Proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, a decisão impõe que o ex-Presidente fique em prisão domiciliar durante a noite e finais de semana, além de proibir que ele use redes sociais, fale com outros investigados no inquérito sobre a tentativa de golpe de estado em 2023, incluindo seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL), e se aproxime de embaixadas ou diplomatas estrangeiros.
Também ficou autorizado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, onde foi apreendido um pen drive, uma cópia de uma ação contra Moraes e US$ 14 mil em espécie.
A motivação para as medidas é o temor de que Bolsonaro saia do país para fugir de possíveis punições nos processos que enfrenta na Justiça. Em fevereiro de 2024, após ter seu passaporte apreendido pelo mesmo motivo, o “Capitão” se hospedou por dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, num ato visto como uma espécie de preparação para a fuga.
Em nota, a defesa do ex-presidente disse ter recebido com “surpresa e indignação” as medidas cautelares impostas por Moraes: “A defesa do ex-Presidente Jair Bolsonaro recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário. A defesa irá se manifestar oportunamente, após conhecer a decisão judicial.”
Já com a tornozeleira instalada, Bolsonaro falou à imprensa, na sede da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), em Brasília, que está passando por uma “suprema humilhação” e que não planeja nenhuma fuga. “Nunca pensei em sair do Brasil, [ir para] embaixada. Mas as cautelares são em função disso, tenho horário para ficar na rua. Objetivo é a suprema humilhação”, disse.
Depois de colocar a tornozeleira, ele se encaminhou à sede do PL na capital federal, onde se reunirá com lideranças do partido, além de sua defesa, para discutir o caso.



