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Após morte de professora, linhas de trem seguem sendo perigo iminente em Itaquá

Falta de estrutura anuncia desastres, mas Estado e concessionária não apresentam soluções
Falta de barreira teria facilitado a ocorrência do acidente que vitimou Isabelle Albuquerque / Foto: Cecilia Siqueira

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Na última semana, a cidade de Itaquaquecetuba, assim como toda a região do Alto Tietê, tem estado estarrecida com as imagens de um grave acidente que culminou na morte da professora de música Isabelle Garcia Albuquerque, após atropelamento por um trem. O caso ocorreu em uma passagem em nível na Vila Japão e tem chamado atenção para a falta de segurança nas ferrovias geridas pela MRS Logística.

Imagens que circulam nas redes sociais desde o sábado (25) mostram uma grande movimentação de pessoas no local, incluindo crianças, até que a mulher, notadamente distraída, inicia sua travessia no momento em que o trem se aproxima. Ao perceber a chegada do veículo, já era tarde e ela foi atingida. O impacto a arremessou a alguns metros de distância e ela chegou a ser socorrida, mas veio a óbito no hospital, por uma parada cardíaca.

A GAZETA foi ao local do acidente para conversar com moradores e transeuntes, afim de entender a dinâmica dos acontecimentos. O que se percebe por ali, mesmo após o incidente, é uma receita para desastres.

A passagem em nível conta com sinalização – apenas visual, nenhuma sonora – e grades que servem de obstáculos para “forçar” os pedestres a se atentarem. O problema aumenta quando se nota que uma delas está quebrada, tendo sido por este vão que a professora passou desatentamente.

Por toda a extensão da linha, porém, não existe separação alguma. Em pouco tempo no local, perde-se a conta do número de pessoas que atravessam a linha fora da passagem em nível, além daqueles que costumam se locomover caminhando sobre a ferrovia.

Um dos moradores da região ouvidos pela reportagem, o também professor Cleber dos Santos, 41, relatou já ter visto, em momentos que o trem estava parado no local, crianças atravessando por baixo da locomotiva. Logo ao lado há uma escolinha de futebol.

O QUE DIZEM OS ENVOLVIDOS

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos sobre as questões de segurança, mas a Pasta, via ligação telefônica de uma assessora, disse que a responsabilidade sobre aquela linha é da MRS Logística, a concessionária.

A MRS, por sua vez, lamentou o ocorrido e disse que “o trem circulava cumprindo todos os procedimentos de segurança”, tendo o maquinista buzinado algumas vezes ao notar a aproximação da professora.

Num trecho da nota, a concessionária ressalta: “A passagem de pedestres no local conta com todos os pré-requisitos de segurança preconizados pelas normas vigentes: visibilidade adequada, piso regular, placas de sinalização, gradis de segurança, entre outros.”

E completou: “Em 100% dos atropelamentos e abalroamentos registrados pela MRS sempre existe um fator comportamental envolvido, como a falta de atenção, a pressa, a imprudência, o uso de celular e fone de ouvido, o uso de álcool e drogas, entre outros. Portanto, cabe enfatizar a importância de sempre parar, olhar para os dois lados e escutar com atenção, antes de atravessar a ferrovia.”

A operadora não respondeu sobre qualquer projeto para aumentar a segurança no local, tampouco sobre qualquer assistência à família da vítima.

A GAZETA preparou uma reportagem em vídeo, detalhando as denúncias mencionadas. A publicação ocorrerá nos próximos dias no canal da GAZETA no Youtube.

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