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Apeoesp pode acionar MP para garantir a segurança na escolas estaduais de Mogi

A subsede mogiana da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) e a Afuse (Associação dos Funcionários da Secretaria da Educação) fizeram um “apanhado” da situação encontrada nas escolas estaduais de Mogi das Cruzes, e acionar o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), visando que o órgão determine à Diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes as providências necessárias para garantir a segurança da comunidade estudantil dentro das escolas, por conta da Pandemia da Covid-19.

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A entidade e a Afuse montaram um dossiê evidenciado a falta de condições nas unidades escolares, o que leva risco à comunidade estudantil

Por Aristides / Fotos: Bruno Arib

A subsede mogiana da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) e a Afuse (Associação dos Funcionários da Secretaria da Educação) fizeram um “apanhado” da situação encontrada nas escolas estaduais de Mogi das Cruzes, e acionar o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), visando que o órgão determine à Diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes as providências necessárias para garantir a segurança da comunidade estudantil dentro das escolas, por conta da Pandemia da Covid-19.

A informação partiu da professora e vereadora em Mogi das Cruzes, Inês Paz (PSOL), que também e coordenadora da subsede da Apeoesp da cidade. O trabalho da Apeoesp e Afuse é um desdobramento da posição da Secretaria Estadual de Educação ao ordenar o retorno de estudantes às aulas presenciais, que começaram nesta segunda-feira (8). E como antecipou a Apeoesp as condições estruturais da escolas mogianas oferecem além do risco à saúde de funcionários e estudantes, outras séries de situações negativas.

Nos apontamentos do dossiê feito pelas entidades classistas, que o enviaram para a Diretoria de Ensino de Mogi das Cruzes pedindo a solução dos problemas, o documente revela. “Na E.E. Gabriel Pereira a situação é a seguinte maneira: 1- Sem internet: no 25/12 caiu um raio na escola e queimou o intragov. Professores que estão presencialmente na escola não conseguem participar da reunião com a coordenadora. 2: As 7 salas de aulas sem aparelhos tecnológicos. 3: Não tem funcionários na merenda. 4: Duas funcionárias da limpeza, sendo que uma vai cumprir 6:00 horas e a outra 8:00 horas. 5: Estamos sem diretor (a). 6: Há janelas que não abrem. 7:  Teremos aproximadamente 80 alunos por dia e outras deficiências.

A E.E. Alcides Celestino não possui Agente de Organização trabalhando. A E.E Aprígio de Oliveira tem só 1 Agente de Organização Escolar. A E.E. Antônio Mármora não tem merendeira, todas são agentes de serviços e estão afastadas. A E.E. Cláudio Abraão também não tem merendeira. A E.E. Cláudio Abrahão só tem 2 funcionárias para a limpeza, e todas as merendeiras estão no grupo de risco.

A E.E. Sueli Oliveira Silva Martins não tem faceshield (EPI) pois vieram com defeitos, não tem lugar de alimentação para os profissionais, lugar pequeno onde os alunos vão se revezar pra comer. O prédio não tem estrutura física para ser PEI (Escola de Período Integral) e não tem possibilidade de fazer distanciamento. Está sem diretor, foi atribuída em janeiro, porém desde então essa Diretora chamada Márcia ainda permanece de férias. Não tem vice e apenas uma funcionária de limpeza.

E.E. Deodato Wertheimer não possui Agente de Organização Escolar no período da manhã e falta funcionários na secretaria. Além disso, não se respeita o distanciamento mínimo das carteiras, não tem carteira interditada dentro da sala, na reunião de pais houve aglomeração de alunos na porta da escola

O documento da Apeoesp/Afuse afirma que “todos esses casos ainda são agravados quando se sabe que várias escolas farão que seus funcionários tenham desvio de função. Se a preocupação é com a aprendizagem e segurança, questionamos: Como os protocolos de segurança serão cumpridos pelos funcionários da escola com tamanha falta de pessoal e de estrutura? Como os professores poderão e dedicar a aprendizagem dos alunos tendo sua função desviada? Quais são as providências que a Diretoria de Ensino Regional está tomando para sanar esses problemas?”

O que diz a Secretaria Estadual de Educação

Questionada sobre o Dossiê Apeoes/Afuse a Secretaria Estadual de Educação, por meio de sua assessoria de imprensa, respondeu: “a Diretoria Regional de Ensino de Mogi acompanha todas as escolas da região. A EE Gabriel Pereira recebeu mais de R$ 150 mil para investimentos tecnológicos e de manutenção. A EE Vereador Alcides Celestino Filho e a EE Aprígio de Oliveira está em andamento o chamamento de novos agentes, com previsão de finalização nos próximos dias. Sobre as escolas que estão sem merendeira, a Diretoria de Ensino informa que está em andamento um processo emergencial para contratação de outras profissionais, já que a empresa anterior deixou de prestar o serviço. Este processo tem previsão de ser concluído ainda nesta semana.”  

A Secretaria falou não ter recebido reclamação sobre EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) que enviou para a EE Professora Sueli Oliveira Silva Martins e que pode providenciar outros equipamentos, se tiver.

Já na EE Dr. Deodato Wertheimer, a órgão diz que profissionais do grupo de risco foram afastados e a escola se organiza para atender a comunidade presencialmente. “Sobre os serviços de limpeza, a DRE informa que a empresa contratada é responsável pela https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração dos horários das funcionárias e dos pagamentos. Todas as escolas da região estão cumprindo os protocolos sanitários para prevenção da Covid-19.”

 

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