Nesta semana, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Carlos, no interior paulista, iniciou uma nova vertente de investigação em relação ao caso dos estudantes de medicina da Unisa (Universidade Santo Amaro) que decidiram se reunir para um “punhetaço” durante um jogo de vôlei feminino válido por jogos universitários. O caso ocorreu em maio, mas foi ter grande repercussão apenas neste mês de setembro.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, João Fernando Baptista, a masturbação coletiva tem sido encarada até o momento como “ato obsceno”, crime que prevê até um ano de prisão como pena, mas a investigação quer se certificar de que não se trata de um delito mais grave, como importunação sexual. Para isso, o policial viajou para a capital paulista, afim de conversar com pessoas que estavam presentes no ato.
Essa hipótese, no entanto, tem sido considerada com poucas probabilidades, segundo noticiou o jornal Metrópoles. Em entrevista ao portal, o delegado explicou que o crime de importunação sexual é caracterizado quando há uma ou mais vítimas diretas, o que não aparenta ter ocorrido, considerando que se passaram meses do caso e nenhuma denúncia foi feita.
“Até o momento, ninguém nos procurou”, disse.
O número de 15 envolvidos no punhetaço é uma estimativa da polícia com base nos vídeos que viralizaram nas redes sociais, mas a má qualidade das imagens e o fato de estarem todos com rostos e corpos pintados, e utilizando uniformes, dificulta a identificação. Nesta segunda-feira (18), no entanto, a Unisa identificou seis deles e decidiu expulsá-los, mas seus nomes não foram divulgados.



