Prefeitura de Itaquá começa a realizar serviços em área que estava prestes a ser reintegrada

A ocupação irregular conhecida como Matinha, localizada no bairro do Pequeno Coração, em Itaquaquecetuba vive outra realidade a que foi registrada pela GAZETA há um mês quando a reportagem foi ao local onde uma ação de reintegração de posse ameaçava deixar sem teto mais de 250 famílias, cujo destino seria morar e viver pelas ruas da cidade.

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Na localidade pairava uma ação de despejo que poderia tirar as casas de mais de 250 famílias

Por Aristides Barros / Foto: Bruno Arib   

A ocupação irregular conhecida como Matinha, localizada no bairro do Pequeno Coração, em Itaquaquecetuba, vive outra realidade à que foi registrada pela GAZETA há um mês, quando a reportagem foi ao local onde uma ação de reintegração de posse ameaçava deixar sem teto mais de 250 famílias, cujo destino seria morar e viver pelas ruas da cidade. 

O jornal voltou nesta quinta-feira (29) e, diferente do dia 29 de março, os moradores, antes temerosos, traziam alegria nos rostos e o clima de euforia dominava a localidade.

“O impasse com a empresa que reivindicava a área está parcialmente resolvido e com isso a prefeitura passou a fazer a manutenção nas ruas, que é o que estávamos precisando”, disse o líder comunitário Ezequiel Gil Ferreira, 35 anos, destacando a necessidade de serem realizados outros serviços.

O processo de reintegração de posse ilustrava a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), dizendo que era dona de todo o imóvel da “Matinha” e os moradores argumentando que o terreno onde construíram suas casas estava fora dos limites da parte pertencente à Companhia.

Após a realização de um novo mapeamento da área a pedido da Justiça, feito com o recurso de um drone, a empresa “mudou o diálogo” ao ver que havia errado com os moradores, sendo que ela é dona de uma pequena extensão de terra onde foram erguidas cerca de dez casas. 

“A CTEEP antecipou que vai fazer um acordo com os moradores dessas dez casas e que eles não precisam se preocupar que não vão ter de sair dos imóveis”, disse o líder comunitário.

Apesar do clima de normalidade, a ação de reintegração de posse não foi arquivada e os moradores agora vão retornar à DP-SP (Defensoria Pública do Estado de São Paulo) para que o órgão dê assistência na anulação definitiva da reintegração de posse. 

Ferreira diz que a conclusão definitiva do processo em favor dos moradores está próxima de acontecer. Ele agradeceu ao prefeito Eduardo Boigues (PP) que imediatamente à solução parcial do impasse judicial já enviou maquinários para a manutenção das três principais ruas da localidade. 

“Temos ainda que regularizar a rede elétrica aqui e estamos aguardando a regularização fundiária para dar a segurança definitiva aos moradores. Eu e todos os moradores agradecemos o prefeito pela atenção dada às pessoas daqui. Foi a primeira https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistração que nos tratou como cidadãos”, finalizou.  

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