sábado, 21 fev, 2026

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“A Suzano gera prejuízos graves ao meio ambiente”, afirma Sindicato dos Papeleiros

A mega fabricante de celulose estaria utilizando eucaliptos transgênicos em suas operações
Will Siqueira

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No último dia 21, houve celebração ao Dia da Árvore, comemorado sempre nessa data. E uma empresa que lida e trabalha diretamente com árvores no Alto Tietê é a Suzano S/A, hoje, a maior produtora de papel e celulose do Brasil – e uma das maiores do mundo. Porém, de acordo com o Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região, a empresa bilionária não se preocupa com o meio ambiente há anos.

Isso porque a Suzano S/A desenvolveu, há alguns anos, eucaliptos transgênicos, segundo Marcelo Cavalheiro Mendes, ex-presidente e um dos atuais dirigentes do sindicato. 

Em 2015, ano em que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) liberou – por meio de uma votação bastante apertada entre seus representantes (22 votos a 20) – a produção, os eucaliptos transgênicos já eram considerados de alto risco pela comunidade agrônoma brasileira.

À época, o professor da USP (Universidade de São Paulo) Paulo Kageyama disse, em uma entrevista, que era um erro sua utilização. Ele explicou que “o aumento da produtividade ocorre às custas da aceleração do processo de crescimento e amadurecimento de uma árvore de sete anos para cinco anos. Nesse período é que a planta absorve mais água. Estima-se que o consumo seja ainda maior com o eucalipto transgênico, o que pode causar danos ao meio ambiente”.

E em 2015, a Suzano S/A insistiu na CTNBio para que o Brasil fosse o primeiro país a liberar a comercialização do eucalipto transgênico. “Começamos a fazer um embate contra esse eucalipto, contra os impactos sociais e ambientais que ele causaria, à base de pesticidas e venenos; e isso colocaria em risco as águas e os solos”, disse à GAZETA, Marcelo Cavalheiro Mendes. 

“A Suzano chama a plantação de floresta de eucalipto, mas é uma monocultura, e todas as monoculturas geram prejuízos graves ao meio ambiente”, alertou.

A GAZETA entrou em contato com a Suzano S/A, a qual afirmou, por intermédio de seu departamento de comunicação, que, “atualmente, a Suzano não planta árvores Geneticamente Modificadas (GM) para fins comerciais”.

    

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