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Tecnologia capta 300 mil distrações ao volante no 1º tri

Falha humana é apontada como principal fator de acidentes de trânsito; mês de março registra o maior volume de distrações ao volante, segundo pesquisa da Cobli
Tecnologia capta 300 mil distrações ao volante no 1º tri
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Um estudo recente realizado pela Cobli — FleetTech que tem o propósito de descomplicar e potencializar a gestão de frota — revelou que mais de 300 mil distrações ao volante foram registradas nas frotas comerciais brasileiras nos primeiros três meses deste ano. A análise teve como base comportamentos a partir de 50 Km/h, com duração mínima de cinco segundos, abrangendo veículos leves e pesados de todo o território nacional. A análise pode ser acessada pelo site.

O levantamento ressalta a preocupante realidade do trânsito brasileiro, no qual a falha humana é identificada como o principal fator contribuinte para acidentes. Segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), 90% dos acidentes ocorrem devido à imprudência dos condutores, que vão desde desatenção até desrespeito à legislação.

Quando o assunto é volume de distrações ao volante, o mês de março está à frente, com janeiro e fevereiro logo atrás. Houve uma redução de 10% de janeiro para fevereiro, seguida de um crescimento de 11% de fevereiro para março. Além disso, a análise revela que o período do dia com mais incidências de distração do motorista ao volante é a tarde, respondendo por 42% dos casos, seguida pela noite, com 29%, e por último, a manhã, com 22%. 

Nos primeiros três meses do ano, a média revela uma distração a cada 224 km percorridos. “Há cerca de 11 milhões de veículos comerciais no Brasil. Se usarmos como base a média que os clientes de videotelemetria da Cobli dirigem, que é de 100 quilômetros por dia, temos um cenário preocupante: podem acontecer mais de 4,9 milhões de distrações ao volante Brasil afora. Esses comportamentos de risco colocam condutores e todos que circulam nas vias em perigo. O valor da vida é inestimável e há também os custos relacionados a acidentes para as empresas e órgãos públicos”, explica Rodrigo Mourad, presidente e cofundador da Cobli.

Top 10 estados com maior incidência de distrações no trânsito

O Distrito Federal e os estados da Paraíba e Espírito Santo lideraram em distrações ao volante, ou seja, aconteceu uma ocorrência em menos de 175 km percorridos. Em contrapartida, Pará, Piauí e Bahia são os mais seguros, é necessário se locomover 120% a mais de percurso (385 km) para registrar o comportamento distraído.

Abaixo o ranking completo:

1- Distrito Federal  

2 – Paraíba

3 – Espírito Santo

4 – Rio de Janeiro

5 – Ceará

6 – Paraná

7 – Roraima

8 – Rondônia

9 – Goiás

10 – São Paulo

Cada estado apresentou seus picos de distrações ao volante em diferentes meses, evidenciando a complexidade e a variabilidade do problema em todo o país. “Entender os comportamentos de risco é o primeiro passo para mitigá-los e construirmos uma sociedade mais segura para todos nós. É papel da Cobli, dos motoristas e dos gestores de operações trabalharem em direção a este futuro. O conhecimento do que acontece pelo Brasil pode reduzir acidentes e preservar vidas”, ressalta Rodrigo.

Tecnologia a serviço da segurança

As distrações ao volante são um grande perigo nas vias, mas IoT e IA desempenham um papel crucial para melhorar o modo de condução no trânsito. No caso da videotelemetria, — que combina essas tecnologias com ciência de dados — é possível identificar automaticamente comportamentos de risco e alertar o motorista e o gestor. “Já observamos casos de clientes que reduziram 2/3 dos comportamentos de risco com auxílio das câmeras com IA. Se aplicarmos essa mesma redução no exemplo dos 11 milhões de veículos comerciais no Brasil, estamos falando de mais de 3 milhões de ocorrências evitadas — e que poderiam se tornar incidentes ou acidentes graves”, afirma Rodrigo.

Gerenciar uma operação logística é complexo. “Há centenas de atividades acontecendo a cada instante. Tecnologia, como a da Cobli, é o caminho para automatizar o tratamento de dados e personalizar feedbacks e treinamentos, conseguindo melhorar a condução de diversos motoristas ao mesmo tempo”, completa Rodrigo.

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